Frederico

 

Frederico Nobre Rosa


Foto: Frederico Posição: Defesa Central
Data Nascimento:
06/04/57
Naturalidade:
Castro Verde
Altura/Peso:
180 cm / 73 Kg
Nacionalidade: Portuguesa

 

 


ano clube j g a v va
75/76  CUF I
14  -
-
76/77  CUF II
-
-
-
-
77/78 CUF II
-
78/79  Barreirense I 30 0
79/80  Benfica I 0 0
80/81  Benfica I 16 0
81/82  Benfica I 16  -
82/83  Benfica I 7
83/84  Boavista I 22
84/85  Boavista I 28
0 - - -
85/86  Boavista I 30 3 - -
86/87
Boavista I 26  2
87/88  Boavista I 33
3 - - -
88/89  Boavista I 31 
89/90  Boavista I 17 
90/91  Boavista I 27
91/92  V. Guimarães I 30 10 
92/93  E. Amadora II
30 
93/94  E. Amadora I 25
94/95  Leixões II B  13 

 

Palmarés:

17º Lugar no Mundial México 1986 - 3 Jogos (270 minutos) / 0 Golos
2 Campeonatos Nacionais - 1980/81 e 1982/83 (S.L.Benfica)
3 Taças de Portugal - 1979/80, 1980/81 e 1982/83 (S.L.Benfica)
1 Supertaça Cândido de Oliveira - 1980/81 (S.L.Benfica)
Vice-Campeão Taça UEFA - 1982/83 (S.L.Benfica)
1 Campeonato Nacional da 2ª Divisão de Honra - 1992/93 (Est. Amadora)

 

18 internacionalizações pela Selecção A, 5 golos. Estreou-se a 25 de Setembro de 1985, em Praga (Checoslováquia 1 - Portugal 0) com José Torres, depediu-se a 15 de Novembro de 1989, em Lisboa (Portugal 0 - Checoslováquia 0) com Artur Jorge.No dia 6 de Abril de 1957 nasceu na cidade de Castro Verde, Frederico Nobre Rosa, homem que veio a tornar-se famoso no futebol português, conquistando vários títulos a nível nacional e contabilizando diversas internacionalizações pela principal Selecção de Portugal, atingindo o ponto alto com a participação no Mundial do México em 1986.
Foto: FredericoFrederico era um experiente defesa central de excelente compleição física, imensamente inteligente na leitura do jogo, forte na marcação, mas ao mesmo tempo um verdadeiro pronto-socorro nas dobras aos companheiros de equipa. Por isso, tanto jogava como central de marcação, como a libero. Devido a sua altura era dotado de um excelente jogo de cabeça, suficientemente habilidoso para o sector que ocupava, implacável nas marcações aos atacantes adversários, calculista e com uma capacidade de antecipação brilhante que de resto o diferenciava neste aspecto dos demais jogadores que alinhavam naquela posição no futebol português.
A história futebolística de Frederico começa em 1972/73 nas equipas mais jovens do GD CUF do concelho do Barreiro no distrito de Setúbal. Naquele clube da margem sul Frederico chegou ao escalão sénior e com apenas 18 anos atingiu a 1ª Divisão Nacional, onde disputou 14 jogos no Campeonato Nacional da 1ª Divisão na temporada de 1975/76, onde o GD CUF veio a classificar-se na ultima posição da tabela final acabando por ser relegado à 2ª Divisão Nacional.

O Barreirense como trampolim

Após mais duas épocas ao serviço do GD CUF a militar na 2ª Divisão, Frederico transferiu-se para o outro clube do concelho do Barreiro, o FC Barreirense que na temporada de 1977/78 garantiu o acesso à 1ª Divisão Nacional. É ao serviço do FC Barreirense que Frederico começa a dar nas vistas no futebol português e a despertar o interesse das principais equipas nacionais. É assim que, apesar de o FC Barreirense ter descido de divisão na temporada de 1978/79, Frederico foi contratado pelo SL Benfica com apenas 21 anos de idade. No FC Barreirense, Frederico foi treinador por Manuel Oliveira e mais tarde por José Augusto, que substituiu aquele à 18ª Jornada do Campeonato Nacional.
Esteve ao serviço do SL Benfica durante 4 temporadas, onde conquistou 2 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (1980/81 e 1982/83), 3 Taças de Portugal (1979/80, 1980/81 e 1982/83) e 1 Supertaça Cândido de Oliveira na temporada de 1980/81. A nível internacional o melhor que atingiu ao serviço do SL Benfica foi a disputa da final da Taça Uefa de 1982/83 frente ao Anderletch da Bélgica e o acesso à eliminatória das meias-finais da extinta Taças das Taças na edição de 1980/81.
Acontece que, enquanto esteve ao serviço do SL Benfica, Frederico sempre teve uma enorme concorrência para o lugar de defesa central, desde a dupla de Humberto Coelho e Bastos Lopes, a Eurico e Alhinho. Nunca foi por esse facto considerado um titular indiscutível na equipa encarnada, mas, à excepção da sua última época no SL Benfica, em 1982/83, foi sempre dos jogadores mais utilizados pelos diversos técnicos que passaram pela Luz. No SL Benfica teve como técnicos destacados o húngaro Lajos Baroti e o sueco Seven Goran Eriksson, com quem se sagrou Campeão Nacional.
É no SL Benfica que Frederico vai conhecer uma personagem com quem irá fazer um percurso muito próximo - João Alves - o famoso “luvas pretas”, que será seu colega de equipa não só no clube da Luz, como no Boavista FC, mas também, e durante muitas épocas, Frederico será seu pupilo nas várias equipas que Alves vai orientar, como o Boavista FC, o Vitoria Sport Clube e no Estrela da Amadora.

Foto: Frederico Na sombra de Humberto Coelho

Com a camisola do SL Benfica, a primeira época de 1979/80 foi sem duvida a sua melhor temporada, onde foi utilizado em 22 ocasiões e apontou 3 golos. Nas restantes 3 épocas ao serviço do SL Benfica, Frederico não apontaria mais qualquer golo no Campeonato Nacional e as suas presenças na equipa foram-se reduzindo sucessivamente. Assim, na época de 1980/81 Frederico jogou em 17 jogos na equipa que se sagrou Campeã Nacional. Em 1981/82, o SL Benfica foi vice campeão, atrás do Sporting CP Campeão Nacional, jogando Frederico em 16 jogos nessa temporada. Por fim, na última época no SL Benfica, Frederico foi novamente Campeão Nacional, mas apenas jogou em 7 ocasiões ao longo do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 1982/83.
Terminado o contrato com o SL Benfica, Frederico seguiu para o norte de Portugal afim de representar o Boavista FC. De resto, juntamente com Frederico seguiram vários jogadores do SL Benfica para o Boavista FC, como João Alves, Reinaldo, José Luís e mais tarde Filipovic.

No Boavista pela mão de João Alves

Frederico permaneceu ao serviço do Boavista FC durante 8 épocas consecutivas, sempre como titular indiscutível na equipa axadrezada. É dos jogadores com mais jogos efectuados com a camisola xadrez na 1ª Divisão, figurando, por esse facto, como um verdadeiro símbolo da história do clube da cidade invicta. Interrompeu a sua ligação ao Boavista FC para rumar a Guimarães, aceitando o repto lançado pelo técnico do Vitoria João Alves, acabando assim seduzido pela proposta apresentada pelo clube minhoto.
No Boavista FC a melhor classificação alcançada por Frederico no Campeonato Nacional da 1ª Divisão ocorreu na temporada de 1984/85 e na de 1988/89, onde os axadrezados ficaram colocados na 3ª posição. Participou em 3 edições da Taça Uefa pelo Boavista FC, em 1985/86, 1986/87 e 1989/90, nunca chegando a ultrapassar a 2ª eliminatória, todavia, Frederico actuou em 8 jogos internacionais pelo clube da cidade invicta.Foto: Frederico
Na equipa do Bessa teve como treinadores, entre outros, o brasileiro Pepe e Raul Aguas, mas aquele que mais tempo passou com Frederico e marcou a sua carreira, foi exactamente João Alves que foi seu treinador em várias temporadas.
Como acima se referiu, o Frederico foi sempre titular indiscutível no onze da equipa axadrezada, contabilizando 214 jogos disputados com a camisola do Boavista FC ao longo dos 8 Campeonato Nacionais da 1ª Divisão em que participou correspondente ao período compreendido entre a temporada de 1883/84 e a de 1990/91. Durante essas 8 edições do Campeonato Nacional da 1ª Divisão em que Frederico representou o Boavista FC apontou 14 golos.
Frederico foi por 18 ocasiões internacional A pela Selecção de Portugal, contabilizando ainda mais 4 internacionalizações pela Selecção Olímpica portuguesa. O ponto mais alto da carreira de Frederico na sua passagem pelas selecções nacionais, foi a presença no grupo dos eleitos para disputar o Campeonato do Mundo do México em 1986. A Frederico foi atribuído o dorsal n.8 e no decorrer dessa prova foi o titular no centro da defesa portuguesa juntamente com o benfiquista Oliveira.
A estreia com a camisola das quinas deu-se a 25 de Setembro de 1985, na capital checa de Praga, em jogo a contar para as eliminatórias para o Mundial do México 86, em que Portugal foi derrotado pela Checoslováquia por 1-0. Curiosamente, a ultima internacionalização conseguida por Frederico ocorreu novamente num jogo frente à Checoslováquia, desta feita, em partida realizada na cidade de Lisboa no dia 15 de Novembro de 1989, que terminaria com uma igualdade a zero. Este encontro incluía-se nas eliminatórias de acesso ao Campeonato do Mundo de Itália em 1990.

Estreia ao serviço da selecção nacional

Foto: Frederico Ao longo do seu percurso na Selecção Nacional, Frederico apontou 5 golos. O primeiro deles aconteceu no dia 5 de Fevereiro de 1986, num jogo particular frente ao Luxemburgo na cidade de Portimão, que Portugal venceria por 2-0. Fez novamente o gosto ao pé no dia 20 de Dezembro de 1987, na cidade de Quawra Coast em Malta, onde o seu golo solitário deu a vitoria a Portugal frente aos congéneres malteses na caminhada rumo ao Europeu de 1988.
Contra Angola, marcaria 2 golos, num particular disputado em Lisboa no dia 29 de Março de 1989, onde Portugal goleou a formação angolana por 6-0. O último golo de Frederico com a camisola das quinas foi conseguido no dia 26 de Abril de 1989, frente à Suiça, na vitória de Portugal por 3-1 no jogo disputado na capital portuguesa.
O final da época de 1990/91 marcaria o adeus definitivo de Frederico ao Boavista FC. O seu contrato expirava em Julho de 1991 e o Boavista FC não conseguiu convencer Frederico a renovar o vínculo com o clube. Na verdade, o defesa português estava altamente seduzido pelo convite do Vitoria de Guimarães e com enorme vontade de voltar a trabalhar com o técnico e seu pessoal amigo João Alves.
De resto, o técnico João Alves, na formação do plantel vitoriano, para a temporada de 1991/92, incluiu, alem de Frederico, já com 34 anos de idade, os nomes de Jaime Alves e Caetano, no lote de jogadores que o Vitoria iria pescar no Bessa. Muita celeuma e agitação criou na altura esta audácia vitoriana em contratar 3 titulares ao seu rival. Estes 3 jogadores estariam ainda envolvidos numa polémica disputa entre o Vitoria de Guimarães e o Boavista FC na Liga de Clubes acerca da aplicação da Lei de Transferências, exigindo o clube axadrezado uma avultada quantia compensatória pela saída dos 3 atletas.

No vitória novamente com João Alves

No Vitoria Sport Clube Frederico foi titular indiscutível e foi a partir da sua figura que o treinador João Alves construiu o sector defensivo dos vitorianos para a temporada de 1991/92. Teve como parceiros na zona central da defesa, ora o português Matias, ou o tunisino Taoufik.
Frederico vestiu a camisola do Vitoria em 30 jogos. Em 29 encontros jogou os 90 minutos, e em apenas um jogo seria substituído. Apontaria apenas um golo com a camisola do Rei D. Afonso Henriques. À passagem do minuto 31, do jogo a contar para a 10ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, disputado no Estádio Municipal de Guimarães, frente ao SP Farense, Frederico obteria o primeiro golo do vimaranenses na vitoria caseira por 3-1.
O Vitoria teve um excelente desempenho ao longo da época de 1991/92, terminando a prova classificado em 5º lugar da tabela. Não foi mais longe, essencialmente aos inúmeros pontos perdidos em jogos disputados na cidade de Guimarães, onde com alguns empates cedeu variadíssimos pontos. Contudo, esse 5º lugar final, permitiu mais um acesso às provas internacionais de clubes.
Foto: FredericoNo final da temporada Frederico deixaria Guimarães e rumava ao Estrela da Amadora, que se encontrava na 2ª Divisão de Honra, treinado pelo técnico João Alves, na companhia de outros ex-vitorianos, como o brasileiro Caio Júnior e o defesa esquerdo português Fonseca.
Frederico com 35 anos de idade foi titular ao longo de toda a prova, participando em 30 jogos e apontando 2 golos. O Estrela da Amadora seria mesmo o Campeão Nacional da 2ª Divisão de Honra e desta forma ascendia à principal liga portuguesa. A época de 1993/94 seria a ultima participação de Frederico na 1ª Divisão Nacional. Novamente com a camisola do Estrela da Amadora, Frederico jogaria em 25 jogos, 23 deles em tempo completo e 2 em tempo parcial, onde não lograria conseguir qualquer golo ao longo de toda a prova.

O fim da carreira

Foi o fim da sua passagem pela alta roda do futebol português, mas não foi o fim da sua carreira. Frederico apenas terminou a sua carreira na temporada de 1994/95, já com 38 anos de idade, ao serviço do Leixões SC, treinado por Álvaro Carolino. Todavia Frederico apenas foi utilizado em 13 jogos do Campeonato Nacional da 2ª Divisão B, Zona Norte, onde o Leixões SC terminaria classificado no 7º lugar.
Destaque ainda para a ligação que Frederico teve no Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol no qual foi director. Alem do mais é conhecido a sua ligação a outro desporto no qual é recorrente ver o seu nome como participante em competições oficiais. Frederico Rosa é um verdadeiro apaixonado pelo Golfe. Todavia, continua de certa forma ligado ao futebol, mais concretamente como professor em escolinhas de futebol no Algarve. É o Director-Geral da Escola de Futebol de Vilamoura onde transmite a centenas de miúdos todo o seu saber e experiência futebolística. É frequente também vê-lo em peladinhas de verão em Vilamoura juntamente com outros craques portugueses ou na selecção de veteranos de Portugal.

Partes do texto retiradas de "gloriasdopassado.blogspot.com"  

 

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