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O Basquetebol
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O BARREIRENSE, O BASQUETEBOL E A HISTÓRIA

O Barreirense foi o primeiro clube a praticar o basquetebol a sul do Tejo, tendo iniciado a sua actividade em 1927. Em Novembro de 1928 filiou-se na Associação de Basquetebol de Lisboa e na época de 1928/29 participa na disputa do Campeonato de Promoção desta Associação, sagrando-se logo Campeão de Lisboa. Seguiram-se depois vários títulos, tendo ganho por três épocas consecutivas, 1930/31, 1931/32, 1932/33 o Campeonato de Primeiras Categorias. Desta equipa faziam parte Gil Ferreira, Joaquim Guilherme, António Martins, Manuel Tavares Rodrigues e Berardo Soeiro e mais tarde António José Gomes, José Horta Raposo, Alberto Mano Teixeira, Eduardo Inácio Nunes, Jorge Soares, José Canhão, entre outros. Lembramos que neste tempo as equipas eram apenas compostas por cinco elementos e não raras vezes chegavam ao fim dois e três jogadores.

Em 1937, e com o aparecimento da Associação de Basquetebol do Barreiro, que mais tarde, mais precisamente em Novembro de 1943, se passaria a chamar Associação de Basquetebol de Setúbal, o Barreirense acaba a sua filiação na A.B. de Lisboa e passa a pertencer a esta nova Associação. Como reconhecimento pelo desenvolvimento dado pelo Barreirense na área da Associação de Basquetebol de Lisboa, esta leva a efeito um magnífico festival de homenagem, em Maio de 1938 nas Instalações do Ateneu Comercial de Lisboa. Em 1943/44 tem lugar o primeiro campeonato da Associação de Basquetebol de Setúbal, cujo o título é ganho pelo Barreirense.

Ao longo dos anos, o Barreirense esteve sempre no topo do Basquetebol nacional, sagrando-se por duas vezes Campeão Nacional, ganhou cinco Taças de Portugal, participando ainda no Campeonato Europeu de Clubes com o Real Madrid, primeiro em 12 de Março 1958 no Barreiro e em 20 de Abril deste mesmo ano em Madrid, e depois com o Étoile de Charville, campeão de França, em 22 de Novembro de 1958, no Barreiro. O jogo com o Real Madrid ficou na história da modalidade uma vez que o mesmo constituiu a primeira transmissão directa televisiva em Portugal.

A R.T.P. montou ainda três aparelhos de TV no próprio edifício do Ginásio para os sócios que não conseguiram lugar no recinto de jogo. Após a conquista do segundo Campeonato Nacional de Seniores, foi a equipa presenteada com um espectacular festa de homenagem no Ginásio, com a presença do Governador Civil do Distrito na Altura, Dr. Miguel Bastos. Para além destas presenças no Campeonato Europeu de Clubes , disputou ainda vários jogos internacionais, tais como, com o Tenessee e Bittebeng dos Estados Unidos da América, com os Franceses do ABC de Nantes, com a Union Marrocaine, com a Selecção Brasileira, os belgas do Antwerp, os Italianos da Ignis de Varese e tantos outros. O Barreirense foi também por diversas vezes Campeão Nacional de Juniores e de Cadetes, além das muitas participações nas Fases Finais.

Em 5 de Maio de 1952, o Barreiro recebeu uma extensa embaixada da então província de Moçambique, onde se destacavam as equipas de basquetebol do Desportivo, do Ferroviário e do Sporting de Lourenço Marques, as quais receberam as boas vindas na Salão Nobre da Câmara Municipal do Barreiro. Seguiu-se depois um Torneio no qual participaram o Grupo Desportivo da CUF e o Luso. Como curiosidade deixamos aqui alguns resultados: Desportivo - CUF, 52/25; Ferroviário - Luso, 49/33; Sporting L. Marques - Barreirense, 51/35. Da equipa do Ferroviário fazia parte Costa Pereira, que viria depois a defender as balizas do Benfica em futebol, e que se sagrou o melhor marcador do Torneio.

O Barreirense foi, desde sempre, um fornecedor de atletas para as várias selecções nacionais. Apesar de podermos cair numa ou outra omissão, não queremos deixar de destacar nomes como Berardo Soeiro, que foi o primeiro atleta a tornar-se internacional, José valente, Albino Macedo, Zeca Macedo, Eduardo Nunes, Nelito, Jorge Silva, José Vicente, João Moura nos seniores e Rui Marinho, Manuel Henrique e Augusto Bravo nos juniores e mais recentemente António Tavares, Diogo Carreira, Luis Simão, Marco Mendes, Hugo Jesus, Jorge Ramos, Hugo Pateiro, Arménio Silva e tantos outros que saíram das escolas do clube.

Ainda não há muitos anos, era preciso ir para as portas do Ginásio duas horas antes do começo de cada jogo para garantir um lugar. Havia de facto uma verdadeira paixão pelo Basquetebol no Barreirense, por onde passaram grandes jogadores, entre os quais nos permitimos destacar o primeiro estrangeiro que militou nas fileiras do clube, norte-americano Ernest Killium e o brasileiro Adilson Nascimento, verdadeiros artistas da bola ao cesto. Em 1984, numa Fase Final disputada no Pavilhão das Antas, o Barreirense poderia ter chegado ao terceiro título não fossem circunstâncias verdadeiramente estranhas e inacreditáveis que tiveram lugar através de um clima de terror, e que obrigou a que o Barreirense não comparecesse para a segunda parte, tendo sido atribuído o Título ao F.C. Porto. Este jogo estava a ser alvo de transmissão televisiva, tendo por isso causado uma grande polémica. Desta equipa faziam parte Jorge Ramos, Quim Saiote, António Coelho, José Carlos Coelho, Mike Plowdem, Adilson, Eugénio Silva, Marcelo Vido, Pedrinho e João Moura, sendo treinador o Prof. Manuel Fernandes, tendo como adjunto Eduardo Quaresma.

De então para cá, o Barreirense viria a atravessar momentos bem complicados, motivados pelas tremendas dificuldades em que se conseguiram os apoios necessários para a manutenção de equipas verdadeiramente competitivas.

É bem sabido a importância que nos nossos dias têm as condições que se podem proporcionar aos espectadores e, nesse aspecto, o Barreirense está verdadeiramente carenciado de um local próprio. A falta de um pavilhão com as mínimas condições tem sido um enorme obstáculo para que a modalidade consiga atingir a projecção que já teve noutras épocas, visto que já não é possível disputarem-se jogos de I Divisão no Ginásio. Enquanto tal não acontecer, o basquetebol no clube, não poderá progredir.

Não queremos terminar este breve "flash" sem deixarmos uma referência muito especial à Formação. O Barreirense tem tido verdadeiros "carolas", não só a nível de dirigentes como, principalmente técnicos. Reflexo deste trabalho, e mais propriamente no escalão de minibasquetebol, o Barreirense viu jovens das suas escolas serem escolhidos para os "jamborees" nacionais e internacionais. A nível Internacional, o primeiro atleta foi Nuno Murteira que, em 1981, com apenas dez anos de Idade, foi até França, para, mais tarde, ser a vez de Carlos Carrusca que foi também escolhido para integrar a deslocação a Inglaterra . Também merece referência o primeiro Torneio Nacional de Minibasquetebol realizado em Ovar, há cerca de sete anos, com a Ovarense, o F.C. Porto, o Esgueira e o Barreirense e no qual a equipa alvi-rubra alcançou o primeiro lugar. E é pena que os jovens de grande valor que têm despontado das escolas do clube não possam manter-se no mesmo, mas com o aliciamento por parte dos Grandes clubes, com muito maior poder económico, é decisivo.

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Equipa que em 1984 esteve prestes a conquistar o 3º título de campeão nacional, no pavilhão das Antas. Da esquerda para a direita. Em cima: Adilson Nascimento, Marcelo Vido, Pedrinho, Michael Plowden, João Moura, Jorge Ramos Em Baixo: Eugénio Silva, José Carlos Coelho, António Coelho, Joaquim Saiote.

 

In O BARREIRENSE, Revista do Futebol Clube Barreirense Ano 1 n.º 1.







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