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Diário de um adepto de familia nada poupadinho no All Garve PDF Imprimir EMail
Quarta, 26 Novembro 2008

Foto: Messinense - BarreirenseDomingo, 23 Novembro, 7h da manhã: o despertador toca e pede para me levantar. Meio ensonado desligo o dito cujo e a primeira coisa que me vem à cabeça é que me espera mais um dia de trabalho. Puro engano. Os segundos que me separaram desse primeiro pensamento até à realidade foram um instante e rapidamente me preparei para arrancar não para o bules mas sim para acompanhar o nosso Barreirense.


 O objectivo era São Bartolomeu de Messines, terra do poeta João de Deus, e ao contrário do habitual, desta vez os companheiros de viagem foram outros: os amigos ficaram em casa (na deles, claro) e foi a vez de levar a "famelga" comigo até porque o encontro estava marcado com familiares residentes por aquelas bandas.
 Dia bonito, muito sol, e aqui vamos nós estrada abaixo.
Foto: Messinense - Barreirense Para fugir ao habitual, deixámos de lado a estrada nacional, que é tão nossa amiga nas deslocações, só para poupar-mos os euros em portagens e ala que é Cardoso, toca a percorrer a A2. É a vantagem de ir com familiares até porque há sempre alguém que se oferece para pagar o que já está pago à tanto tempo, mas enfim, prossigamos.
 A área de serviço de Grândola foi a nossa única companheira de paragem onde nos albergou a nós e à equipa de juvenis do Corroios (foram ganhar 4-1 a Vila Real de Santo António). Meia-hora chegou e sobrou para pôr a leitura em dia e aqui vamos nós a caminho da vila all garvia, não sem que antes quase atropelássemos um bando de perdizes que "passeavam" no meio da auto-estrada.


 Chegados ao local, a habitual festa do reencontro mas também a tristeza de sentir que a vida é injusta e que nos faz lembrar que não somos ninguém especialmente quando nos leva alguém próximo.
 A hora de almoço chegou e o nosso "amigo" presidente do clube algarvio conduziu-nos ao seu novo local de repastos, muito bonito por sinal e aí ficámos a degladiarmo-nos pelo melhor que a vida tem: comer e beber.
 Com dificuldade nos deslocámos para o estádio já que o tamanho do nosso estômago não nos permitia grandes veleidades na deslocação a pé, e tempo para nos juntarmos a dois companheiros habituais destas nossas lides futebolísticas.

Foto: Messinense - Barreirense
 Depois da troca de cromos do Barreirense que tive oportunidade de fazer com um dirigente alvi-rubro (ainda nem vou a meio da caderneta) dediquei-me ao jogo em definitivo e depois de tanto pontapé para o ar saí do campo com dois tipos de dores: a dor de cabeça de mais uma derrota e a dor de pescoço de tanto olhar para o ar para ver a bola.
 A hora de partida tinha chegado e com a noite a cair despedimo-nos de São Bartolomeu de Messines com a vontade de lá voltar brevemente.

 
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